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Atentado contra o Rabaçal, Arquipélago da Madeira.
Construção de Teleférico em plena Laurissilva, património da humanidade.
Video - UNESCO pede avaliação ao impacto do proposto teleférico do Rabaçal.
Primeiro:
Acho que ninguém é contra o necessário desenvolvimento da região de uma forma bem estudada e controlada, mas não estamos de acordo quando o chamado "desenvolvimento" tenta invadir um lugar de beleza natural e única como o Rabaçal. Porque fariam uma coisa dessas, pergunta? Simplesmente pela ganância de "alguns" e também por alguma ignorância e estupidez.
Sabia que...
- O Rabaçal foi declarado "Património Mundial Natural da Humanidade" pela UNESCO em dezembro de 1999. Faz também parte da REDE NATURA 2000 e do Parque Natural da Madeira.
- Para construir o teleférico será necessário inúmeros postes de suporte numa área habitat de uma rara e única floresta chamada Laurissilva.
- Estão planeadas construir 3 estações (A, B, C;). A partir da estrada principal (A) para o abrigo Casa do Rabaçal (B), em seguida, para as nascentes naturais (25 fontes) (C). É estimado que uma grande porção de floresta terá de ser removida para dar lugar a postes, vias de acesso, estações, WC's, bares, esplanadas etc.
- "O parecer negativo do Parque Natural ao projecto terá levado ao afastamento da sua directora, Susana Fontinha."
Pergunta:
Acha que um objecto 'não natural', como um teleférico, postes, 3 estações, cabos/fios, bilheteiras, WC's, lojas souvenir's, bares e esplanadas e assim por diante será realmente uma "mais-valia" para este local com uma riqueza natural incalculável e dotado de belíssimas paisagens?
Segundo as pessoas abaixo tudo indica que sim. Seria bom prestarem atenção a quem se manifesta contra este atentado, muitos deles especialistas do mundo natural, população e os turistas que dizem em bom som:
"PAREM DE CONSTRUIR!", "NÃO QUERMOS TELEFÉRICOS NO RABAÇAL!"
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As Respostas Políticamente Impostas

Resposta Imparcial
Idalina Perestrelo, dirigente da QUERCUS Madeira
"O projecto, visando a exploração turística de uma infra-estrutura de transporte de passageiros com uma capacidade potencial de 180 passageiros/hora, (...) oferecendo serviços complementares de restauração (...) não se enquadra no uso excepcional de lazer e recreio admitido, correspondendo antes a um uso permanente que se sobrepõe ao uso principal de conservação da natureza (...)."
Fonte: Diário de Notícias 05/11/2008
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