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TELEFÉRICO NO RABAÇAL
Toda a área de ocorrência de Laurissilva integra o Parque Natural da Madeira, conferindo-lhe assim um forte estatuto de protecção. Em 1992 foi incorporado na rede de Reservas Biogenéticas do Conselho da Europa e constitui Zona de Protecção Especial-ZPE, no âmbito da Directiva Aves.
A Laurissilva da Madeira ascendeu à qualidade de Património Mundial Natural da UNESCO em Dezembro de 1999.
(http://www.ippar.pt/patrimonio/mundial/madeira.html)
A pretensão de construir um teleférico no Rabaçal é uma aberração com contornos criminosos. Este local, a par de uns poucos outros, é um santuário da nossa Natureza.
Como tal deveria estar, legalmente, ao abrigo de pretensões como esta, mascaradas de investimento.
O nosso receio ainda é maior por vir de uma daquelas entidades ditas de desenvolvimento. Porque, evoca-nos a falta de respeito com que os seus dirigentes têm tratado as suas obras e aquisições. Falta de respeito que dá indícios que se servem dos seus lugares ao invés de servirem. Senão vejamos:
Como é possível investir em instalações e equipamentos para ficarem parados a se degradarem?
Como a marina de ondas espectaculares e pedregulhos a céu aberto que escaparam, ambos, aos estudos prévios que deveriam existir ou melhor, pois poupava-se imenso dinheiro, bastava conversar um pouco com as pessoas mais velhas da zona. Assim, ter-se-iam evitado os portos verdadeiros caça ondas da nossa costa.
E outros equipamentos a figurarem na inauguração e depois a ficarem sem utilidade ou utilização.
Como o guincho para barcos nos Reis Magos e o Teleférico do Garajau a caminhar para tal.
Quantos metros quadrados de construção sem qualquer utilidade ou utilização, salas, fóruns, centros disto e daquilo. Como o dito “museu da baleia”, que enquanto procuram sem sucesso conteúdos para preencher o seu espaço exagerado, deixam apodrecer a algumas dezenas de metros o que foi a última baleeira da região, quase ao lado da progressiva degradação do carreireiro, reconstruído, símbolo das ligações no nosso arquipélago.
Como construções para bares, barzinhos ou baróes, de todas as formas e feitios, por vezes aberrantes como os bankers de S. Vicente, como se estes negócios não fossem praticamente os únicos que a generalidade do madeirense sabe ou pensa que sabe gerir.
Quantas plantas, em especial palmeiras, por quem, sabe-se lá porquê, têm especial predilecção, ou talvez até se desconfie, são postas à terra e abandonadas após a inauguração, algumas vezes de variedades inconciliáveis com as condições climáticas do local, como no Seixal, por exemplo.
Quantos equipamentos desnecessários como a espantosa densidade de candeeiros por m² nas áreas ajardinadas, isto é abandonadas e cheias de erva, junto a edifício construído no porto de Santa Cruz, o de restaurante que abre e fecha, agora com possível discoteca.
Claro para o desenvolvimento da região!
Mas para quê um teleférico no Rabaçal? Para a valorização de “uma área de beleza única” e para a criação de um acesso cómodo e rápido para os visitantes que ali se dirigem? 5 milhões de euros?
Ainda não viram, ou estes indivíduos vêem mas isso não lhes serve, que o verdadeiro monumento que a Madeira tem é a sua Natureza e a melhor obra que podem deixar para o futuro, gravando o seu nome na história do nosso Arquipélago, é contribuírem para a sua preservação. A classificação 'desfavorável - má' resultante do Relatório Nacional de Implantação da Directiva Habitats na União Europeia (2001 – 2006) espelha o que se está a fazer. A classificação como Património Mundial foi encarada, meramente, uma vitória política e usada como instrumento de estratégia de marketing. Não se investiu na sua limpeza para prevenir incêndios e infestantes. Não se impediu como se devia a intervenção humana. Foi rasgada pelo betão!
Infelizmente estes indivíduos que por razões várias ocupam lugares temporários, de decisão, não gostam de plantar. Preferem antes colher.
Se em lugar de destes fóruns por aí inutilmente plantados, por exemplo o de Machico, ou o elefante branco (ou baleia cinzenta) do Caniçal, poder-se-ia cultivar um jardim ou parque pensado para as gerações vindouras. Valorizando a zona, em ambos os casos incomparáveis baías de águas calmas e, em especial no segundo, límpidas!
Comparemos os seus custos e os seus benefícios. Perdas só para os que estavam à espera das respectivas comissões, mas todos ficáva-mos mais ricos, menos endividados e com um bem que a Natureza encarregaria de desenvolver. No futuro, lição e objecto de deslumbramento e bem estar.
A justificação de que foi mão-de-obra ocupada é banal e falsa.
Despender meios para fins de pouca utilidade, ocupando e danificando espaços em zonas sensíveis, não será política regional correcta.
Muitas vezes obras executadas por pessoas que não sendo da região naturalmente levarão os frutos do seu trabalho para as suas terras.
Invista-se na educação, formação, investigação, energias alternativas e outras áreas determinantes. Um bom viveiro de plantas autóctones para servir as nossas serras e áreas públicas e privadas teria um retorno interessante para a região. Mas isso são outros compadrios e sociedades.
Tiremos a lição do que agora vem ao de cima, na crise económica e social que marcará o nosso tempo.
Um falso desenvolvimento para sustentar os vícios e a opulência dos decisores do que deveriam ser instrumentos financeiros essenciais ao desenvolvimento económico das sociedades. Esperemos é que os “furacões” anunciados não passem sempre ao largo destas situações. Se esta ideia, do malfadado teleférico, for para a frente não nos admiremos de nos deparar nas anunciadas “estações”, com bares, salas de conferência, venda de souvenirs, mais espaços fechados à procura de conteúdos... e rodeados de palmeiras. No Rabaçal! Que apenas durariam, palmeiras e ocupação dos espaços, o tempo suficiente da inauguração!
A permissão de execução de tal construção no seio do nosso Património Natural, pertença das actuais gerações mas sobretudo das futuras é de facto uma decisão de grande importância pelo que se impõe uma tomada de posição pública do novo director do Parque Natural.
Manuel M.
Cartas do Leitor
Publicado no Diário de Notícias de 8 de Outubro de 2008 – Página 13
Assinado por: Manuel N.
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TELEFÉRICO DO RABAÇAL
Concordo na íntegra com o Sr. Manuel N., só discordo num ponto: o Senhor foi demasiado brando. Precisamos de dizer a estes governantes de secretária que não precisamos de “roubar” mais aos contribuintes construindo coisas novas, como se estivessem no centro do mundo a ter ideias novas.
'STOP BUILDING', como pediram os turistas, esses sim, que AINDA visitam a nossa terra, e têm uma palavra importante que devia ser ouvida. Gastam milhões na promoção turística, para qquê? Para meter mais cimento? Quem é que desta vez vai meter ao bolço a percentagem da construção do teleférico do Rabaçal? PAREM, POR FAVOR...
Construir para trem votos já não pega. Que tal pensarem em RECUPERAR o nosso património que ainda resta, porque em 30 anos de autonomia nem tudo foi mau.
Teresa Pereira
Cartas do Leitor
Publicado no Diário de Notícias de 9 de Outubro de 2008 – Página 13
Assinado por: Teresa Pereira
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TELEFÉRICO DO RABAÇAL
O presidente da Câmara Municipal da Calheta, Manuel Baeta, está a promover pessoalmente uma aberração que é o teleférico no Rabaçal: lugar natural paradisíaco e coração da Laurissilva e património da Madeira e do Mundo. Depois faz declarações inacreditáveis para justificar o parecer favorável da autarquia: “A nossa perspectiva meramente empresarial... O nosso parecer não tem nada a ver com a questão ambiental, visto que há entidades competentes que estão a estudar tecnicamente o assunto e que se deverão pronunciar na devida altura”.
Lê-se e não se acredita: a Câmara tem uma perspectiva estritamente empresarial e decide sem ter em conta os impactos sobre a paisagem e o ambiente.
Não. Um autarca é eleito para servir o bem público e o interesse colectivo – o qual inclui a preservação do ambiente e os interesses da população não apenas a curto prazo mas também no longo prazo. Defende empregos mas também a sustentabilidade e a qualidade de vida dos seus concidadãos.
A ir para a frente este atentado terá sérias e duradouras repercursões. Para uma Região que defende o turismo de qualidade... não está nada mal!
Irresponsabilidades...
Maximiano Martins
Artigo de Opinião
Publicado no Diário de Notícias de 10 de Outubro de 2008 – Página 12
Assinado por: Maximiano Martins
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TELEFÉRICO
Concordo totalmente com a carta do Sr. Manuel N., e concordo ainda mais (!) com a carta da Srª Dª Teresa Pereira, que se pronunciaram absolutamente contra a construção de um teleférico no Rabaçal.
Só de pensar em construir ali o que quer que seja é uma aberração total. Se estão com tanta queda para a construção civil – porque não aproveitam e recuperam as casinhas de Santana? As tais cujos telhados custam € 3.000 para arranjar – mas não há dinheiro para arranjá-las. (É uma fortuna, comparada com o valor da obra do teleférico. Se calhar se os telhados fossem de cimento, num instante se resolvia o problema.
Se querem preservar a Laurissilva (será que querem?) sugiro que perguntem ao Sr. Dr. Raimundo Quintal quais são as prioridades, e que sigam as recomendações dele.
Finalmente, em relação à verba que se pensa gastar com a obra do teleférico do Rabaçal, faço a seguinte pergunta: à nossa volta constatamos, neste momento, o resultado de gastar, gastar e gastar dinheiro emprestado e mais dinheiro emprestado e mais dinheiro emprestado, garantido por bens cujo valor foi há muito ultrapassado pelo valor que se recebeu de empréstimo. Nem os grandes entendidos sabem até onde vai a crise que estamos a viver, quanto mais o comum dos cidadãos.
Contudo, uma coisa é dolorosamente evidente para todos: não estamos em época de loucuras.
Diana Rodrigues
Cartas do Leitor
Publicado no Diário de Notícias de 12 de Outubro de 2008 – Página 15
Assinado por: Diana Rodrigues
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PRAIAS ARTIFICIAIS
O que ganhamos com a construção de praias artificiais de areia amarela em substituição dos magníficos calhaus rolados de basalto que a natureza nos brindou?
Ganhamos artificialismos em detrimento do natural e autêntico que desde sempre constituiu onosso principal atractivo.
Ganhamos uma metamorfose das cores naturais da ilha, substituindo, junto ao mar, o magnífico preto do basalto pelo amarelo importado.
Ganhamos enrocamentos de protecção que sãomais um forte contributo para descaracterização da nossa paisagem.
Ganhamos a vaidade de passar a afirmar a Madeira como um destino de falsas praias amarelas, pretendendo com isso competir com outros destinos de praias naturais.
Ganhamos a arte de copiar e deixamos de valorizar o que nos caracteriza, o que marca a personalidade da nossa ilha, a identidade do nosso destino turístico.
Ganhamos investimentos significativos, limitando assim, a nossa capacidade para investir na defesa do nosso património, do nosso ambiente, das nossas belezas naturais.
Ganhamos “sofisticação” e perdemos exotismo, factor capital na atractividade turística de um destino de lazer, em particular de uma ilha.
Ganhamos custos de manutenção altíssimos, de caracter regular.
Ganhamos contactos comerciais privilegiados com Marrocos e desenvolvemos ainda mais as nossas importações e, em consequência, exportamos capital, um bem, bem mais escasso que areia amarela.
Ganhamos uma colagem do nosso destino Madeira ao destino massificado de Canárias com quem passaremos a competir pelos turistas low cost e perdemos um dos nossos elementos críticos de diferenciação.
Ganhamos as Canárias como grande referência turística para a nossa orientação estratégica, apesar da nossa ilha ser de uma beleza muito superior as qualquer ilha do arquipélago vizinho.
Ganhamos a oportunidade de mudar uma vez mais a nossa marca turística, associando um destino de grandes tradições, mas com uma nova oferta – as praias artificiais de areia amarela.
Ganhamos uma sonoridade mais pacífca da rebentação das ondas na areia, deixando para a nossa memória a melodia única e continua do mar a chocar com o calhau.
Ganhamos a possibilidade de promover a diversificação do nosso ecossistema através de novas espécies vivas, que eventualmente venham com a areia de Marrocos, criando assim, eventuais novos desafios para a segurança da saúde pública do nosso destino.
Ganhamos a possibilidade do Porto Santo e da Madeira deixarem de ser destinos que se complementam um ao outro e que se reforçam pelas suas diferenças.
Ganhamos danos irreversíveis nas nossas únicas belezas naturais, na nossa Pérola do Atlântico.
Ganhamos acima de tudo, a capacidade de evitarmos sermos diferentes e, assim, condicionamos uma Visão e um Plano Estratégico sério para o nosso turismo.
Ganhamos, por fim, a possibilidade das nossas gerações futuras, mais sensíveis ao ambiente e à autenticidade, poderem aprovar planos de restauração do calhau original.
Como podem verificar, os ganhos são tantos que é dificil ser contra as praias artificiais de areia marela.
Ganhos à parte, deixo aqui o desafio de lançar um concurso de ideias, junto da Ordem dos Arquitectos, para apresentarem soluções criativas com vista a dotar as praias de calhau de condições para poderem ser utilizadas com mais conforto e segurança, não só na sua fruição, mas também no acesso ao mar.
E eu, o que ganho a escrever esta artigi? Nada! Pura ingenuidade aos 47 anos! Pura ingenuidade que tudo farei para manter!
João Welsh
Artigo de Opinião
Publicado no Diário de Notícias de 12 de Outubro de 2008 – Página 14
Assinado por: João Welsh
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TELEFÉRICO NO RABAÇAL
QUERCOS EM TOTAL DESACORDO
A associação ambientalista 'Quercos' é totalmente contra um teleférico no Rabaçal. “Estamos a falar de uma obra que não traz nenhuma mais-valia para o local, acabando inclusivamente por matar a paisagem e o tão procurado passeio a pé”, afirma o presidente nacional Helder Spínola.
Por outro lado, o ambientalista prevê consequências negativas na preservação do habitat da Laurissilva, com regras internacionais apertadas de preservação e controlo.
A ser viabilizado o projecto, há também uma fase de desmatação para a instalação das bases da nova estrutura que preocupa o ambientalista. Por outro lado, a lotação prevista, o transporte de 240 pessoas por hora, terá também outros reflexos preocupantes já que a zona não estará preparada para receber outras tantas pessoas.
“Estamos a falar de um projecto que não faz nenhum sentido naquela zona”, afirma Helder Spínola. O ambientalista diz mesmo que há entidades públicas que já se pronunciaram contra, na fase de discussão pública, como o Parque Natural da Madeira e a própria Câmara da Calheta.
Independentemente disso, acha que é um projecto para esquecer.
Artigo Publicado no Diário de Notícias de 7 de Outubro de 2008 – Página 2
Assinado por: ROSÁRIO MARTINS
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TELEFÉRICO
Temos assistido nestes últimos 30 anos de autonomia ao progresso da nossa ilha à melhoria do nível de vida dos madeirenses. E apesar de haver aspectos negativos foram importantes as obras que se fizeram, penso que é justo reconhecer isso.
Há apenas pouco mais de uma década é que se começou a pensar no custo do desenvolvimento para o ambiente e para o nosso património natural. Penso que hoje em dia está assente, pela maioria dos madeirenses, a tremenda importância que a natureza e a paisagem representam para nós e para a nossa principal indústria que é o turismo.
Este é na minha opinião o nosso principal recurso e temos de o preservar a todo o custo, sendo por isso uma péssima ideia colocar um teleférico na zona do Rabaçal que é uma área de floresta protegida.
Parem antes que seja tarde de mais! Ouçam os turistas: “STOP BUILDING”. Eles sabem do que estão a falar. Não estraguem o ténue equilíbrio entre o desenvolvimento que atingimos e o nosso património natural. Alguém que coloque a mão na consciência e veja que esta não é uma boa ideia e só vai desvalorizar a nossa preciosa floresta e a paisagem natural.
Nuno Costa
Cartas do Leitor
Publicado no Diário de Notícias de 14 de Outubro de 2008 – Página 13
Assinado por: Nuno Costa
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RABAÇAL AO NATURAL
Sou defensor do progresso mas literalmente contra a construção de um teleférico na zona do Rabaçal! Mesmo que as estações sejam subterrâneas, os postes que irão segurar os cabos não ficarão escondidos e deste modo destruir a paisagem natural, paisagem esta integrada na mancha de Laurissilva. O mais caricato é a opinião dos próprios turistas serem contra esta construção, e é sobretudo a pensar neles que está a ser desenvolvido este projecto...
Se estão com o “formigueiro” de construir um teleférico, sugiro que o façam na linha do Monte até ao Pico do Areeiro, o impacto é o mesmo, mas depois de construirem o mamarracho do radar, o impacto ambiental do teleférico será bem menor. Penso que teria mais lógica pois em qualquer parte do mundo os teleféricos são construídos para ligar os picos em grande altitude e assim quando cair “neve” por esses lados, o povo subia de teleférico evitando levar os carros e os consequentes perigos de circular sem correntes nos pneus.
Jorge Pereira
Cartas do Leitor
Publicado no Diário de Notícias de 14 de Outubro de 2008 – Página 13
Assinado por: Jorge Pereira
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RABAÇAL
Li o artigo que saiu sobre o Teleférico que querem construir no Rabaçal, e na minha opinião esta é mais uma daquelas obras (caso seja autorizado) que só servirá os interesses de alguns.
Acho que será lastimoso a construção de um teleférico numa zona tão magnífica como é a zona do Rabaçal, ao contrário do que diz o “espertalhão” do Domingos Abreu, o tal que é bastonário da Ordem dos Biólogos.
Penso, ou tenho a certeza, do que esse senhor veio para o Diário dizer é mais uma das várias maneiras existentes de atirar areia para os nossos olhos.
Na Madeira os interesses pessoais estão sempre em primeiro lugar, e este Teleférico vai de certezinha servir o interesse de alguém... isto se for construído, como é óbvio.
Agora como MADEIRENSE digo NÃO a esse Teleférico, e espero que muitos madeirenses façam o mesmo, pois este é um grande atentado à Natureza, que é uma das preciosidades da Ilha, e veja-se o que os turistas dizem, eles que são os nossos melhores clientes e que são a principal obra-prima da economia madeirense... sempre ouvi dizer que “ O CLIENTE TEM SEMPRE RAZÃO”, e eles têm razão.
Para finalizar achei piada no que disseram os condutores de carrinhas de Turismo de que os Turistas não querem é pagar, a esses senhores tenho a dizer que eles (turistas) não estão fartos de pagar, eles estão mas é fartos de serem ROUBADOS pelos “industriais” do Turismo na Madeira e os piores são esses senhores condutores de Carrinhas e de Táxis, que “coitadinhos” têm que pôr comer na mesa.
Quanto ao emprego que por ventura será gerado pela construção do teleférico, é “TRETA”.
Se realmente quiserem gerar emprego aproveitando a Natureza, o mais sensato era formar pessoas na área da manutenção e limpeza dos locais protegidos, ao invés de porem os miliatres do exército e os bombeiros a limpar essas áreas, a custo zero.
Não ao Teleférico. Tenho dito.
Rui Taborda
Cartas do Leitor
Publicado no Diário de Notícias de 1 de Outubro de 2008 – Página 13
Assinado por: Rui Taborda
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